quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Confortável Purgatório

Na tempestade de outrora
Minha alma pairou
No relógio-qualquer-hora
Que o vento-leste levou

Apetite atravessado
Que rejeita e quer
Se vira do modo que der
Mundano, desvairado

Intrínseco gosto-café
Do querer abastado
Prometo durar até
Desalentar-se, ser fardo

Importuna à santa rosa
Que exponha em curto verso
A ambição que confesso
Cobiçar em excesso-prosa

3 comentários:

JéssicaReis disse...

Que lindo, Nan :)

Lorena disse...

abstrato como eu gosto !

Anônimo disse...

:)