sábado, 5 de novembro de 2011
Primeiro Passo
Os mais belos retratos, se ainda acoplados a seus rolos de filme, sem serem estes revelados, não deixarão de ser negativos. Assim são alguns sentimentos.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
As Tais Borboletas
Cá pra nós, estou inquieto
Meu coração forjado em concreto
Grita ao vê-la perto
No mesmo tempo e lugar
Vejam só, que absurdo
Meu tolo coração sem uso
Pulsar por puro impulso
D'ela impressionar
Meu coração forjado em concreto
Grita ao vê-la perto
No mesmo tempo e lugar
Vejam só, que absurdo
Meu tolo coração sem uso
Pulsar por puro impulso
D'ela impressionar
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Perplexidade
Entrego meu corpo
Meu jogo
Minha cama
Dou o afago maior
Te afogo em suor
Inflamas
Sussurro ser tua
Dentro de tuas
Entranhas
Só não digo ser imortal
Posto que tal
É chamas
Meu jogo
Minha cama
Dou o afago maior
Te afogo em suor
Inflamas
Sussurro ser tua
Dentro de tuas
Entranhas
Só não digo ser imortal
Posto que tal
É chamas
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Autodefinição.
Sinto-me engraçado pelo tanto que me exponho contraditório. Acho que sou um palito de fósforo elétrico.
domingo, 11 de setembro de 2011
A Lista
Avisto tu pela metade
Do inteiro que não mais vestes
Teu amor, onde puseste?
Teu bem-querer, onde arde?
Amansa dores covardes
Que lá longe está o porto
Lembra-te que foste topo
Entre tantas prioridades
Do inteiro que não mais vestes
Teu amor, onde puseste?
Teu bem-querer, onde arde?
Amansa dores covardes
Que lá longe está o porto
Lembra-te que foste topo
Entre tantas prioridades
terça-feira, 5 de julho de 2011
Retalhos
E lá estávamos, em movimentos regidos por sambistas novatos. Apesar da preocupação, meu pé passou intacto. Lembro do refrão de uma composição do Benito, foi um momento em que a abraçara mais forte e ela repousara a cabeça no meu ombro direito. Um daqueles momentos que o local cheio parece não ter ninguém, como aquela cena de "Orgulho e Preconceito". E eu senti que ali naqueles dois corpos colados havia uma brasa, faltou alguém assoprá-la.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Fica?
Comprei flores
Cheias de cores
Pra quando fores
(ouvi os rumores)
Já sinto as dores
Dores, Dolores!
Cheias de cores
Pra quando fores
(ouvi os rumores)
Já sinto as dores
Dores, Dolores!
segunda-feira, 6 de junho de 2011
... Ao Último Que Sair
Era antes bradado, silencioso quarto
Um canto, encanto, de dores, amores
Agora, sem qualquer ruído farto
Há corações não mais ensurdecedores
Não mais se encontram, os olhos
Nem a alma, quando fores inteiro
Com calma, juntam-se as palmas
Geladas, entre dois travesseiros
Nem a cama, de madeira sacana
Que soava, suava, tacanha
Não mais fita, grita, nos clama
Nosso Olimpo, de tantas façanhas
Por hora, amor imputado, sigiloso
Não mais lampeja, não nos faz juz
Que ora ardia, inspirado, luminoso
Pede como último favor, apagar a luz
Um canto, encanto, de dores, amores
Agora, sem qualquer ruído farto
Há corações não mais ensurdecedores
Não mais se encontram, os olhos
Nem a alma, quando fores inteiro
Com calma, juntam-se as palmas
Geladas, entre dois travesseiros
Nem a cama, de madeira sacana
Que soava, suava, tacanha
Não mais fita, grita, nos clama
Nosso Olimpo, de tantas façanhas
Por hora, amor imputado, sigiloso
Não mais lampeja, não nos faz juz
Que ora ardia, inspirado, luminoso
Pede como último favor, apagar a luz
sábado, 28 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
A Cor Roxa
Queria demais ouvir
Ouvir em tom baixo
Da saudade, quando viajo
Do que está a nos seguir
Queria demais escutar
Escutar em tom indevido
Do copo, que não divido
Do seu dramático olhar
Mas só citei as bochechas vermelhas.
Queria demais ouvir
Ouvir em tom miúdo
Como tenho razão em tudo
Até razão de existir
Queria demais escutar
Escutar em tom à míngua
Tal piada sobre língua
Tal dizer sobre encostar
Mas só citou os olhos azuis.
Ouvir em tom baixo
Da saudade, quando viajo
Do que está a nos seguir
Queria demais escutar
Escutar em tom indevido
Do copo, que não divido
Do seu dramático olhar
Mas só citei as bochechas vermelhas.
Queria demais ouvir
Ouvir em tom miúdo
Como tenho razão em tudo
Até razão de existir
Queria demais escutar
Escutar em tom à míngua
Tal piada sobre língua
Tal dizer sobre encostar
Mas só citou os olhos azuis.
Amuleto
E acontece que bate forte
Do acaso não costumo saber
Não sei se você me dá sorte
Ou se a sorte me deu você
Do acaso não costumo saber
Não sei se você me dá sorte
Ou se a sorte me deu você
Um Doce
Do seu semblante, o sorriso.
Do seu beijo, o paladar.
Da sua pele, o tom
De uns dias, como se afasta
De outros, como se aproxima
Nos minutos que não se importa
Nas horas que desmente o citado acima
De como divide o mesmo local
Mas só dá "oi" na hora do "tchau"
De quando me pergunta se é a preferida
Ou no mínimo a mais legal
De como pode dedicar um dia todo a mim
E no dia seguinte fingir que não o fez
És uma contradição dentro de si
Um charme a mais a se incluir
Mas o que gosto, além desse todo
É quando você sabe o que falar
E deixa um leve sorrisinho bobo
Do seu beijo, o paladar.
Da sua pele, o tom
De uns dias, como se afasta
De outros, como se aproxima
Nos minutos que não se importa
Nas horas que desmente o citado acima
De como divide o mesmo local
Mas só dá "oi" na hora do "tchau"
De quando me pergunta se é a preferida
Ou no mínimo a mais legal
De como pode dedicar um dia todo a mim
E no dia seguinte fingir que não o fez
És uma contradição dentro de si
Um charme a mais a se incluir
Mas o que gosto, além desse todo
É quando você sabe o que falar
E deixa um leve sorrisinho bobo
domingo, 1 de maio de 2011
Paraíso Astral
E eu só queria encostar meus pés na maré alta de Ipanema. Seguir pela Rainha Elizabeth sem rumo definido. Emergir minh'alma do solo ao céu. Tocar estrelas, beijar constelações, suavizar todo e qualquer mal que eu de lá avistasse. Esquecer de tudo que é real para amar tudo que for boreal.
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