segunda-feira, 6 de junho de 2011

... Ao Último Que Sair

Era antes bradado, silencioso quarto
Um canto, encanto, de dores, amores
Agora, sem qualquer ruído farto
Há corações não mais ensurdecedores

Não mais se encontram, os olhos
Nem a alma, quando fores inteiro
Com calma, juntam-se as palmas
Geladas, entre dois travesseiros

Nem a cama, de madeira sacana
Que soava, suava, tacanha
Não mais fita, grita, nos clama
Nosso Olimpo, de tantas façanhas

Por hora, amor imputado, sigiloso
Não mais lampeja, não nos faz juz
Que ora ardia, inspirado, luminoso
Pede como último favor, apagar a luz

2 comentários:

Ser em construção disse...

Adorei o blog... estarei sempre por aqui e certamente ele estará no Em Cosntrução...
beijos

Victor disse...

Curti!