Isabela fora
Cicatrizadora
De mazela
Mas ela, por mim
Não mais zela
Carta chinfrim
Não mais sela
Os dela:
"Não mais cela"
Os meus:
"Lembra Marcela?"
Meses à janela
Diversificam aquarelas
Nosso amor
Borboleta amarela
Planando pela atmosfera
Nasceu outono
Morreu inverno
Sonhando ser primavera
segunda-feira, 28 de julho de 2014
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Sarau da Placa de Publicidade do Metrô-Rio
Não chore,
Não corra,
Não morra,
Não ria,
Vá, no silêncio
De tua festa
Adentre
A primeira fresta
E a transborde
Poesia
segunda-feira, 30 de junho de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
Cândida Marie,
Declama-te, o poeta louco:
És o invisível
Contido em tudo que se vê
Caravaggio,
Portinari, Monet
Desertora d'Orsay às cegas
Bailarina de adegas,
Deténs o poder
De enxergar alma nua
Deste, dito, maldito
Que jura-te a lua,
Só te trair com o infinito,
Danças, películas, monumentos,
Uma dose de surrealirismo
Ao expressionismo
Do nosso renascimento
És o invisível
Contido em tudo que se vê
Caravaggio,
Portinari, Monet
Desertora d'Orsay às cegas
Bailarina de adegas,
Deténs o poder
De enxergar alma nua
Deste, dito, maldito
Que jura-te a lua,
Só te trair com o infinito,
Danças, películas, monumentos,
Uma dose de surrealirismo
Ao expressionismo
Do nosso renascimento
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Perguntados
Quantos poemas e melodias e momentos criastes
que careceram de partes infindáveis de tua infinita alma?
Que exigiram-te tua última gota de um possível suor plasmático
antes de apagar-te, dado por fraco, ao pé da materialização ou
firme memória do que fora alma tua?
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Cinza dos Ventos
Tantos buscam um norte
(Pra minha sorte)
Escapo por sudoeste
Destino me põe à prova
Imponho à vida teste
Fecha-te, janela entreaberta
O frio adentra ligeiro
Como fujo pelo asfalto
Além-Rio de Janeiro
Ardi banquetes à lua cheia
Polinizei à nanquin, querubim
Trezentas e oito jasmins
Do jardim que me floreia
Em milhares, acampamento
Quando zeloso, chalé
Guiar-se em céu tempestuoso
É exigência de fé
De renegar o pé-de-meia
Onde gélido vento
Pede meia
E eu cá,
Sem meia no pé
(Pra minha sorte)
Escapo por sudoeste
Destino me põe à prova
Imponho à vida teste
Fecha-te, janela entreaberta
O frio adentra ligeiro
Como fujo pelo asfalto
Além-Rio de Janeiro
Ardi banquetes à lua cheia
Polinizei à nanquin, querubim
Trezentas e oito jasmins
Do jardim que me floreia
Em milhares, acampamento
Quando zeloso, chalé
Guiar-se em céu tempestuoso
É exigência de fé
De renegar o pé-de-meia
Onde gélido vento
Pede meia
E eu cá,
Sem meia no pé
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Alfaiataria
À luz dos olhos, frestas
Não te envergonhe, não te rebele
Se a vi vestida de festa
No translúcido arrepio da pele
Deixe a saia no sofá
Só vá dissolver a roupa minha
Ando envolto em calor
Não programe alarme à calcinha
Que repousa no corredor
Atenta-te ao meu voto
Prefiro o controle remoto
Levantar n'outra manhã
Com teus seios a respirar
Redondos, rosados, maçã
Fugidos da tirania
Voraz de um sutiã
Professo, vide
É tempo de desnudar, suar, zombar
Antes que tudo se acabide
Não te envergonhe, não te rebele
Se a vi vestida de festa
No translúcido arrepio da pele
Deixe a saia no sofá
Só vá dissolver a roupa minha
Ando envolto em calor
Não programe alarme à calcinha
Que repousa no corredor
Atenta-te ao meu voto
Prefiro o controle remoto
Levantar n'outra manhã
Com teus seios a respirar
Redondos, rosados, maçã
Fugidos da tirania
Voraz de um sutiã
Professo, vide
É tempo de desnudar, suar, zombar
Antes que tudo se acabide
terça-feira, 8 de abril de 2014
Fauvo
quinta-feira, 6 de março de 2014
Le Beau Gris Solitaire
Gota de nuvem
Que não nutre flor
Deita no tempo-esponja
Que despoja
Tantas certezas de veraneio
Veste um pensamento
À mão, como luva:
Todo poeta é
Um continente indescoberto,
Praça Paris no deserto
De um dia cinza de chuva
Que não nutre flor
Deita no tempo-esponja
Que despoja
Tantas certezas de veraneio
Veste um pensamento
À mão, como luva:
Todo poeta é
Um continente indescoberto,
Praça Paris no deserto
De um dia cinza de chuva
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Em Última Mão
À bengala, dá-me impulso
Sustentas minhas digitais
Ao silêncio, desfilas sinais,
Extremidade pós-pulso
Tateias peles e temperos
Com memória infinita
Como um cão sunita
Fareja a essência do medo
Tens os traumas de minha infância
As frutas catadas no pé
A nascente do Rio Macaé
Os sangues de minhas valentias...
Nossos anos contam oitenta e seis,
Enrugada, trêmula e amarelada tez
Portadora de momentos de insensatez
Onde armazenas odor inverso às leis
Cá confesso a maior de minhas dores:
Quando à face no deserto de meu leito
Oferece-me... - Tenha dó de meu peito!
Arrefecido cheiro, da morte de meus amores
Adentrará em jazigo com primazia
E em cova me perfumarás
Sinestésicos aromas transcendentais
Unos, sob unhas descompassadas de poesia
Sustentas minhas digitais
Ao silêncio, desfilas sinais,
Extremidade pós-pulso
Tateias peles e temperos
Com memória infinita
Como um cão sunita
Fareja a essência do medo
Tens os traumas de minha infância
As frutas catadas no pé
A nascente do Rio Macaé
Os sangues de minhas valentias...
Nossos anos contam oitenta e seis,
Enrugada, trêmula e amarelada tez
Portadora de momentos de insensatez
Onde armazenas odor inverso às leis
Cá confesso a maior de minhas dores:
Quando à face no deserto de meu leito
Oferece-me... - Tenha dó de meu peito!
Arrefecido cheiro, da morte de meus amores
Adentrará em jazigo com primazia
E em cova me perfumarás
Sinestésicos aromas transcendentais
Unos, sob unhas descompassadas de poesia
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Poema de Corre-Mundo
Certa vez, me sopraram:
"És passarinho;
Vareta, seda, rabiola"
Voei num instantinho
Cantando:
"Ninho não é gaiola!"
Do alto, batiam asas de prata
Cansadas dos olhos em Prada
Cruzei com revoadas,
- Cada qual em sua trilha
Avistei cachoeiras
Pousei em ilhas
Vi o mundo girar
No eixo do meu queixo
Presenciei abismos e picos
Carreguei morenas
Que de tão pequenas
Cabiam no meu bico
Eram veias, rios
Coração, tromba d'água
Turbilhão
Em todo usufruto privado
Havia um pouco de prisão
De olhar treinado, profundo
Concluí do meu cantinho
A desconstrução do ninho
Transfigurado em mundo
"És passarinho;
Vareta, seda, rabiola"
Voei num instantinho
Cantando:
"Ninho não é gaiola!"
Do alto, batiam asas de prata
Cansadas dos olhos em Prada
Cruzei com revoadas,
- Cada qual em sua trilha
Avistei cachoeiras
Pousei em ilhas
Vi o mundo girar
No eixo do meu queixo
Presenciei abismos e picos
Carreguei morenas
Que de tão pequenas
Cabiam no meu bico
Eram veias, rios
Coração, tromba d'água
Turbilhão
Em todo usufruto privado
Havia um pouco de prisão
De olhar treinado, profundo
Concluí do meu cantinho
A desconstrução do ninho
Transfigurado em mundo
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Ode: On
Na sujeira
Do teu Centro
Paira encanto
Acendo velas
Corro por vielas
Rateio em becos Depreendo
Teus flancos Choro negro, Rio Branco
Questiono-me, Proponho: Guanabara... Que vidas realças? Ofereças um sonho!
De samba-canção, Não valsa Aos condenados do tráfego Na Barra Da minha calça
Acendo velas
Corro por vielas
Rateio em becos Depreendo
Teus flancos Choro negro, Rio Branco
Questiono-me, Proponho: Guanabara... Que vidas realças? Ofereças um sonho!
De samba-canção, Não valsa Aos condenados do tráfego Na Barra Da minha calça
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Você Passa Eu Acho Garça
Quis a ti pra meu almoço
Mas você não apareceu
Já não era mais a mesma
Que um dia me pertenceu
Com pernas longas e magras
Acabou-se o meu tesão
Idolatrava a fartura
Que enchia meu colchão
Ah, e agora, você passa
Eu acho garça
Mas você não apareceu
Já não era mais a mesma
Que um dia me pertenceu
Com pernas longas e magras
Acabou-se o meu tesão
Idolatrava a fartura
Que enchia meu colchão
Ah, e agora, você passa
Eu acho garça
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Racket
Tremes
Faço prosa
Fumo meio maço
Rio
Se tênis
Me jogas
Pois me amarro
Em teus cadarços
Já escuro
Em proximidades
Te caço
Te juro
Acorrentam-me
Doze furos
Que sustentam
Nosso laço
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