segunda-feira, 13 de junho de 2011

Fica?

Comprei flores
Cheias de cores
Pra quando fores
(ouvi os rumores)
Já sinto as dores
Dores, Dolores!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

... Ao Último Que Sair

Era antes bradado, silencioso quarto
Um canto, encanto, de dores, amores
Agora, sem qualquer ruído farto
Há corações não mais ensurdecedores

Não mais se encontram, os olhos
Nem a alma, quando fores inteiro
Com calma, juntam-se as palmas
Geladas, entre dois travesseiros

Nem a cama, de madeira sacana
Que soava, suava, tacanha
Não mais fita, grita, nos clama
Nosso Olimpo, de tantas façanhas

Por hora, amor imputado, sigiloso
Não mais lampeja, não nos faz juz
Que ora ardia, inspirado, luminoso
Pede como último favor, apagar a luz

sábado, 28 de maio de 2011

Você é a melhor canção que eu já compus. E eu não preciso tocá-la pra saber disso.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

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sábado, 21 de maio de 2011

A Cor Roxa

Queria demais ouvir
Ouvir em tom baixo
Da saudade, quando viajo
Do que está a nos seguir

Queria demais escutar
Escutar em tom indevido
Do copo, que não divido
Do seu dramático olhar

Mas só citei as bochechas vermelhas.

Queria demais ouvir
Ouvir em tom miúdo
Como tenho razão em tudo
Até razão de existir

Queria demais escutar
Escutar em tom à míngua
Tal piada sobre língua
Tal dizer sobre encostar

Mas só citou os olhos azuis.

Amuleto

E acontece que bate forte
Do acaso não costumo saber
Não sei se você me dá sorte
Ou se a sorte me deu você

Um Doce

Do seu semblante, o sorriso.
Do seu beijo, o paladar.
Da sua pele, o tom
De uns dias, como se afasta
De outros, como se aproxima
Nos minutos que não se importa
Nas horas que desmente o citado acima
De como divide o mesmo local
Mas só dá "oi" na hora do "tchau"
De quando me pergunta se é a preferida
Ou no mínimo a mais legal
De como pode dedicar um dia todo a mim
E no dia seguinte fingir que não o fez
És uma contradição dentro de si
Um charme a mais a se incluir
Mas o que gosto, além desse todo
É quando você sabe o que falar
E deixa um leve sorrisinho bobo

domingo, 1 de maio de 2011

Paraíso Astral

E eu só queria encostar meus pés na maré alta de Ipanema. Seguir pela Rainha Elizabeth sem rumo definido. Emergir minh'alma do solo ao céu. Tocar estrelas, beijar constelações, suavizar todo e qualquer mal que eu de lá avistasse. Esquecer de tudo que é real para amar tudo que for boreal.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Bem Loura ou Devassa?

Um, bêbado, tentava falar
O outro na cerveja, pimenta
E gordura não, carne suculenta
A do lado, com aquele olhar!

Pelo amor de Deus, me deixem ver o jogo do Ceará!

terça-feira, 12 de abril de 2011

O sorriso mais marcante.

E quando eu entristeci, fez-se primavera, o céu abriu e uma borboleta passou pelo fundo azul. Não tive dúvidas, era a sua maneira de me consolar.

sábado, 9 de abril de 2011

- Não vou brigar com você.
- O que isso significa?
- Não sou como seus outros namorados. Não vou brigar, não vou mentir, não vou te trair. Vou ao cinema, se quiser ir... maravilha. Se não, nos vemos depois, porque eu vou voltar. E vou continuar voltando, mesmo que tente me afastar. Pode acreditar em mim ou pode continuar me testando, de qualquer modo, os resultados serão os mesmos.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sua Visão

     A lua já se fazia soberana no céu. O despertador já era programado pela maioria das pessoas. Bêbados e boêmios cantavam sambas que o tempo tentava apagar da memória popular. Estava eu em meu aconchegante recanto, cansado, porém era algo que minha visão não queria negar. 
     A pouca incidência de luz, oriunda do poste mais próximo, deixava um brilho estrelar na silhueta ainda visível. A respiração leve e ritmada, como um tango antigo, fazia seu corpo extender e recolher de um modo que me confortava estar ali. Os fios de cabelo cobriam levemente a maçã do rosto, como folhas que tentam esconder a mais doce fruta. Pálpebras imóveis, como se anjos as acariciassem e as mantivessem calmas. Um corpo que parecia esperar por acalanto, um filhote longe da ninhada, contraído, como se buscasse calor no vento da madrugada. As velas, ainda que apagadas, velavam sua alma, esta, acesa. 
     Regressava eu da boemia, embriagado sentava na poltrona frente à cama. Admirava o mais belo quadro da pinacoteca do meu desejo. E ali, estático, ele era belo. E, simplesmente, dormia.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Coisa Quebrada

Avistei embaixo da cama.
Pequenino, um fragmento.
Peguei rápido, sem temor,
No mesmo instante, gargalhei!
Gargalhei de sentir dor!
Encontrei, que engraçado:
Um estilhaço do nosso amor.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Cenário Perfeito.

Solidificado na memória
Um beijo, uma glória
Ao ouvido um realejo

Desce o sol no horizonte
Tomado em plena fonte
Que nem era de desejo.