domingo, 1 de agosto de 2010

King Kong

A beleza é capaz de dominar qualquer fera.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Refrão de Samba Triste.

Tamborim entristeceu
Meu coração o acompanhou
O surdo? Mudo
Cavaquinho não chorou
Cerveja recolheu-se
Para o fundo do isopor
E o carnaval lá se foi
Junto com o meu amor.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dois ou um?

Ah, eu entendo perfeitamente. É aquele abraço que o braço enrola no outro corpo, e a cabeça escolhe um ombro para repousar. Os olhos fecham, os braços pressionam com a força mais confortável o outro para si. Ambos entram em sintonia perfeita e igualitária. Não importando a gritaria dos filhos do vizinho ou o barulho do tráfego. E nem Einstein conseguiria interpretar a importância daquele espaço-tempo.

- Meu Deus, você tirou isso de onde?

Da minha lembrança.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Vinte Canções Desesperadas e um Poema de Amor

Berenice
Bem que me disse
Que o amor é tolo
Que amar é tolice
Que de amor não morre,
Tampouco vive
Que é história,
Solfejo prá boi dormir
Por ninguém perde o sono,
Ao deitar na cama,
Logo estará a dormir

Berenice
Bem que me disse
Que amor não faz bem,
Que é refúgio de carência
De quem não tem ninguém
Disse ainda, que
Nunca cheirou rosas,
Muito menos despetalou uma flor
Para saber se a queriam bem

Não leu Neruda,
Ouviu Buarque,
Nunca viu ninguém morrer de amor,
Domingo, no parque
Que é coisa de cinema,
Novela,
Que só há por trás da tela
Não é coisa nobre,
Não é coisa bela
Bocejo em fime de guerra
O que há de mais pífio na face da Terra

Ah, Berenice!
Se soubesses o quanto te amo...

Reaja.

Avante, coração.
Reaja!
Não aja como um rendido
Não pulse por quem te ultraja
Não sê insosso, pois
Tens em peito torto
A dor que se diz viva
De um amor que se diz morto.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Desde o princípio fomos separados por poucas horas, por que tanto tempo?

E faz tanto tempo que não te tenho aqui. Tento seguir sem pensar em ti. Lembro de tudo que ocorreu, que não ocorre mais, de tudo que aconteceu e ficou para trás, de cada riso seu em lábios majestosos. Lembro das nossas fotos no meu celular que se afogaram no mar forte, lembro o quanto me doeu tê-las perdido. E agora, fora da minha mente, não há mais imagens nossas. Ao menos guardo as palavras em local seguro. Lembro de você indo viajar e eu correndo atrás do ônibus olhando seu rosto pela janela, a visão ficava embaçada pelo reflexo, mas cada detalhe seu que eu conseguia enxergar era um pedaço de nuvem que acariciava, ababosadamente, meus olhos. E quando o ônibus disparou e a física não permitiu mais que minhas pernas acompanhassem um veículo motorizado, recordo-me de ter utilizado a tecnologia da comunicação móvel - que nunca mais me foi útil - e ligado para ti:
- Já estou.
- Está o quê?
- Com saudade.
Acho que foi a coisa mais romântica que já fiz, e foi tão expontâneo! Lembro-me de sonhos, planos, lágrimas, de proclamar nossa eternidade em beijos. Tantos momentos que guardei em mim. Você sempre sorrindo, se vi você chorar mais de uma vez - sem contar as que causei - foi muito. Seu abraço trazia a paz para as minhas guerras pessoais. E seu ramalhar em meus ouvidos, exibia uma tonalidade de fazer inveja a compositor clássico. És a mais linda e esplendorosa que alguém um dia poderia sonhar em ter pra si. Está em um plano assaz elevado, que praticamente a vejo no céu, e nessas horas, eu, mesmo envergonhado, gostaria de ser uma pipa.

sábado, 15 de novembro de 2008

Fragilidade Sentimental


De tudo, mudo
Falo nada
Você é o meu mal
Cambaleante na calçada
Fragilidade sentimental.

Em trevas fez morada
Explode em ato infernal
Até cravar-se a facada
Fragilidade sentimental.

Renan Coelho



terça-feira, 30 de setembro de 2008

Essência


Quando a perversidade reinar
Rapte-me
Quando o amor preponderar
Adapte-me.

Renan Coelho

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Vinte de Março.

E de novo as folhas caem
Fica o tronco despido
De amarguras que se vão
Com a queda das folhas

Despencadas, pálidas em sono
Passa tempo, sem perdão
O que fui, eu abandono
Aqui não mais há verão
Invade-me o outono.

Renan Coelho

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Taciturnidade.

O passado, ao passar, passou
Doente, de vez deixou de deixar
Amargo amor, amante, amado
Som, surto, sonífero, somente seu
Berrar, bom, belo, bastante
Ágil, silencia o coração meu...

Renan do Nascimento Coelho

[ Em recuperação só escrevo cálculos... tá difícil...]

domingo, 8 de junho de 2008

Soneto de Amor Saudoso

O amor que tenho por ti, sobra
Encheria o mundo de tanto
Dos deuses, és a mais linda obra
Se afastada, fico em prantos

Hei de exaltar em teu louvor
A totalidade que me resta
Te ter afeto, aqui causa festa
Sendo em todo tempo amor

Não findas o sentimento nobre
Que em ti descai em devaneio
E em seu contemplar se descobre

Eu, em loucura, tenho receio
Que em seu estimar não mais more
Não mais ninhando em teu seio

(Renan Coelho)

Bela, bela, bela.

Oh! Tanta beleza que nela habita
O resplandecer do sol na terra
Um anjo que asas bate e agita
O ponto final que à poesia encerra
Esconde-se ela por trás das revoadas
Com brilho tal que faz inveja em estrela
Almejando-a em sonhos de noites frustradas
Em despir seu véu, espero tê-la

(Renan Coelho)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Deságüe

Tira ardor de minh´alma
Me aquece, me acalma
Pois de amor resta um fio

Segue caminho bem fundo
Desagua-me no mundo
Onde sem ti rodopio

Tempo que me vive
Em outrora assim fazia
Hoje, tempo que me mata
No penar de cada dia


Renan Coelho

domingo, 6 de abril de 2008

Que falta ela me faz.

Olho pro lado e choro
De tristeza, prantos lacrimais
Com ela sou mais forte
Com ela me sei mais

Queria tanto que assim sentisse
Que meu nome na saudade gritasse
Que se de medo ela não dormisse
Que como antes meu telefone tocasse

Ah, ela aqui não está
Será que um dia volta?
Pro meu lamento acabar

Como deixei-a partir?
Ah, se no tempo eu pudesse voltar
Ela estaria no meu colo
Esperando a tempestade passar...

Ah, que falta ela me faz.
RNC